Consultor da ANIP dá dicas de segurança e como cuidar corretamente dos pneus

Feriados prolongados, férias ou até mesmo um fim de semana são oportunidades de viajar e conhecer esse nosso imenso Brasil, cheio de estradas e lugares incríveis. Nessa hora que temos que prestar atenção na manutenção dos veículos de uma forma geral, não só na parte mecânica, como revisão no motor, freios, mas ficar de olho nos pneus, que são uma das partes mais importantes do carro, pois está em contato direto com o chão e transmite tudo para o motorista e os passageiros, refletindo na segurança do veículo, seja um automóvel, caminhão, ônibus ou motocicleta. Estar com os pneus em ordem quer dizer que você preza pela manutenção correta do seu veículo e o bem estar de todos os ocupantes, mostrando que a segurança está em primeiro lugar. Para ajudar a entender melhor e saber como cuidar corretamente dos pneus, Giovanni Carlo Rossi, consultor técnico da ANIP – Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, vai dar algumas dicas para você não cair em uma furada. 

Todas as partes do carro têm limites de desgastes e os pneus também tem o tempo certo de serem substituídos por novos. Para entender melhor como isso funciona, basta verificar o estado geral da banda de rodagem, onde está localizado o “desenho” do pneu:

“Quando este ‘desenho’ estiver perto do desgaste do limite de segurança que é de 1.6 mm de profundidade dos sulcos, o pneu já passa a ser considerado ‘careca’ e aí é hora de trocá-lo”, conclui Giovanni. “Esse indicador da banda de rodagem é conhecido como ‘Tread Wear Indicator’ (TWI), termo técnico usado pelos profissionais da área, que nada mais é que uma saliência de borracha com altura de 1.6mm colocada dentro do sulco do pneu, que quando chega a esse limite, significa que já está no limite de segurança e é hora de trocá-lo”, avisa Giovanni Carlo Rossi.

Na hora de pegar a estrada é o momento de ficar bem atento aos cuidados que se deve ter com os pneus.
“O motorista deve checar se o pneu não está próximo da marca de 1,6mm e, se estiver, a troca deve ser providenciada antes da viagem. Vale considerar que se for uma viagem longa e o motorista verificar que o pneu está quase chegando na marca de segurança, mas ainda daria para rodar um pouco mais, o mais seguro é trocar antes da viagem para evitar que o pneu fique careca no meio da viagem”, avalia Giovanni.

Além disso, trafegar com pneus carecas é considerado uma infração de trânsito, segundo a resolução do CONTRAN 558/80, que estabelece que trafegar com pneus abaixo do limite é ilegal. O veículo pode ser apreendido.

Outro fator importante é a durabilidade dos pneus, que podem variar de acordo com o uso de cada motorista. “A duração dos pneus depende de uma série de variáveis como a carga sobre o pneu, da pressão do pneu, da maneira de dirigir do motorista, da velocidade, da regularidade de marcha, das condições mecânicas do veículo, da concentração de tráfego, do grau de manutenção e ainda outros fatores como clima e temperatura ambiente”, enfatiza Rossi. “Os pneus do veículo de um motorista que, por exemplo, sempre trafegue numa cidade com velocidade constante na maior parte do tempo, tem uma duração ‘x’. Os pneus deste mesmo veículo nas mãos de um motorista que dirija dentro de uma cidade como São Paulo, com um trânsito pesado tipo para-anda e portanto com velocidade inconstante, pode ter uma duração menor pelo desgaste que vem desta necessidade de brecadas e aceleradas constantes”, completa.

Por questão de segurança, o motorista tem que ficar bem atento quando utilizar seu veículo em dias de chuva, mesmo que os pneus sofram menor desgaste nesta situação climática. “A aderência dos pneus em pista molhada é menor e depende principalmente da capacidade dos sulcos da banda de rodagem escoarem ou expelirem a água entre a pista e o pneu; depende da quantidade de água ou espessura da camada ou véu de água na pista; da pressão do pneu; e da velocidade do veículo. Em caso de chuva, a melhor recomendação é que o motorista reduza a velocidade, tendo presente também outros fatores como o tipo de estrada e condições de tráfego” ensina Giovanni.

Durante a chuva outro fator pode atrapalhar a dirigibilidade em estradas ou mesmo em ruas alagadas, é o caso da aquaplanagem, que ocorre quando a quantidade de água retida na área de contato entre pneu e pista, supera a capacidade de escoamento dos sulcos da banda de rodagem do pneu. “Quanto menor a profundidade dos sulcos da banda de rodagem, maior a probabilidade de aquaplanagem em caso de fortes chuvas e em pistas de estradas com má ou irregular drenagem das águas pluviais. Com os pneus carecas o risco é gravíssimo. Portanto, durante o verão, é importante estar sempre com os pneus em ordem e em caso de fortes chuvas, seja como for, por uma questão de segurança é sempre recomendável reduzir a velocidade”, alerta o consultor técnico da ANIP.

Quando os pneus estão carecas é hora de substituí-los, nesta hora é aconselhável consultar antes o manual do proprietário, pois ali estão todas as informações necessárias para chegar ao modelo certo para o seu carro, que indica o tamanho ou os tamanhos de pneus adequados e seus índices de carga e velocidade. “Pneus de automóveis são desenvolvidos para fazer parte das características do automóvel, seja ele um veículo pequeno e econômico ou um esportivo de alta performance. Diferentes veículos, portanto, necessitam de pneus de concepções absolutamente diferentes e coerentes com as exigências de cada um”, informa Giovanni.

Um outro cuidado muito importante que se deve ter com os pneus é sempre alinhar e balancear as rodas e sempre calibrar para a pressão correta dos pneus, pois podem aumentar o desgaste da borracha, acarretando em uma troca antecipada. “O balanceamento ou alinhamento dos pneus devem ser realizados a cada 10.000 km rodados, quando surgirem vibrações, na troca ou no conserto do pneu, quando o veículo sofrer impactos na suspensão, quando apresentar desgastes irregulares, quando forem substituídos componentes da suspensão ou quando o veículo estiver puxando para um lado”, ensina Rossi. Assim como os pneus devem ser calibrados semanalmente de acordo com a indicação do manual do veículo e indicações do fabricante.

Todo pneu tem garantia contratual oferecida pelos fabricantes de cinco anos a partir da data da nota fiscal de compra do pneu ou da data de compra do veículo, para verificar sua validade, basta verificar a data gravada na lateral do pneu, após o código DOT, constituída de quatro algarismos, onde os dois primeiros identificam a semana de produção e os dois últimos, o final do ano de fabricação.

Fonte:CarPlace/Marcus Lauria

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