Peso excessivo está deixando nossos modelos lentos e gastões

Se você notar bem, os últimos lançamentos do mercado nacional estão vindo com peso cada vez maior. E isso está fazendo com que consumo e desempenho fiquem – relativamente – cada vez piores. Por exemplo, o Fiat Bravo tem peso entre 1.340 e 1.370 quilos, peso este que apenas poucos anos atrás era de sedã, não de hatch médio.

Quem fez uma verificação detalhada disso foi o experiente Renato Parizzi, em seu blog De 0 a 100. Ele comenta que Focus e Vectra GT não ficam muito longe disso. O modelo da Ford tem peso entre 1.338 e 1.371 quilos. Já o Chevrolet pesa entre 1.283 e 1.345 quilos. Peugeot 307 também entra nessa moda: de 1.302 a 1.368 quilos.

Outros são mais leves. Nissan Tiida tem entre 1.195 e 1.262 quilos, Astra pesa 1.220 quilos, Citroen C4 começa em 1.200 quilos e Golf pesa 1.193. Hatches que não passam dos 1.200 quilos garantem performance mais interessante, mesmo que tenham motores 1.6.

Já dentre os sedãs médios, Honda Civic dá o exemplo: pesa entre 1.235 e 1.275 quilos, afinal tem dimensões um pouco menores que a média. Corolla também não pesa muito, ficando entre 1.245 e 1.290 quilos. O Vectra pesa um pouco mais, ficando entre 1.268 e 1.383 quilos.

Mas se considerarmos os modelos mais recentes, só peso pesado: Jetta 1.346 quilos, Fluence entre 1.369 e 1.372. O Peugeot 408 é quem exagera mesmo: fica entre 1.468 e 1.527 quilos. Ou seja, sua versão mais pesada tem apenas 100 quilos a menos que um Azera, que tem quase 100 cavalos a mais. Dá pra imaginar que o desempenho seja aquém do esperado.

A explicação para isso é que nossos modelos estão ficando cada vez maiores e cheios de equipamentos, mas a motorização nunca passa de 2.0, por conta do imposto, e as soluções de redução de peso existentes no exterior, muitas vezes no mesmo modelo, como o uso de alumínio, são dispensadas por aqui, para redução de custos.

Aí temos um efeito parecido com o do carro 1.0. O motor não consome muito, mas aliado ao peso do veículo, passa a beber como gente grande. Um sedã como o Peugeot 408 e mais de 1.500 quilos não poderia ter menos do que uns 180 cavalos para apresentar um desempenho razoável.

Aliás, por falar nisso, veja a opinião da Auto Press, na avaliação completa do Peugeot 408 que publicamos há algumas semanas aqui no NA:

Os 151 cv com etanol e 143 cv com gasolina são suficientes para mover os 1.527 kg do 408 Griffe com elegância, mas sem arroubos de esportividade. As retomadas são oferecidas de forma comedida e o escalonamento do câmbio automático de apenas quatro marchas certamente não colabora com a eficiência do conjunto. Em Drive, o propulsor demora a reagir ao pedal do acelerador e, quando instigado a trabalhar mais através de pisadas vigorosas no acelerador, acaba se tornando um tanto barulhento. Usar o modo de acionamento manual do câmbio Tiptronic dá um pouco mais de vigor à performance. A Peugeot fala em 11,9 segundos para o zero a 100 km/h e 208 km/h de velocidade máxima nas versões automáticas. Nota 6.

…enquanto continuarmos no uso dos mesmos motores de sempre, a coisa não irá mudar.

 

Fonte: noticiasautomotivas.com.br

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